
Isto de tentar ser querida, perfeita, aceita, é uma condição de vida.
E eu que não sei sofrer, não sei rezar e não sei ficar feliz, quando simplesmente não estou, é um obstáculo, uma parece contra a condição de aceitabilidade da sociedade.
Eu vivo mudando e gosto. Muitas vezes é tão rápido que não me acompanho.Não tenho a paciência suficiente. Guardo tudo comigo, mantendo guardado sempre junto a mim.
Fico ansiosa, nervosa. O mundo desaparece em uns instantes e só restam ruidos e sussuros de palavras não ditas e pensamentos quase esquecidos.
Falar, se abrir, dizem que relaxa. Mas não, não libera o peso dos atos e das lembranças.
Talvez eu não queira. Quando demosntram que tenho motivos para ficar tranqüila, eu mudo. Mudo em milésimos, centenas de vozes são emudecidas,
e dezenas de pensamentos resolvem ter sentido.
Qualquer problema, é problema. Seja pequeno ou grande, me abala com mesma intensidade.
Minha mente abre sua oficina, cria e recria, inventa, apaga, muda e colore. Nada distrai uma mente em criação, nada faz esquecer, até que ele seja devidamente terminado.
No processo não abraço, eu afasto,
em vez de rir me fecho, em vez de chorar sou rude e orgulhosa.
Em vez de melhorar só pioro. Não há fingimento.
Nas minha mentiras eu acredito, mas elas são verdades. A mais pura e inocente verdade.
Resenhar cada cena, trocando os ato que machucam por cenas sublimes eu faço. Cada lembrança é recomposta e transformada. Meus sonho e realidade.
Apesar da carapaça, e da falsa impressão, só quero é colo. Abraço quente e palavras de filmes infantis. Eu sei reconhecer, leve dias ou meses, mas reconheço.
Eu me conheço, não entendo.
